Introdução

A educação é a arte de acender uma chama, não a de encher um vaso.
Education is the kindling of a flame, not the filling of a vessel.

Essa afirmação, atribuída a Sócrates por muitas pessoas, é o que define a orientação pedagógica deste Padrão, que demos o nome de Como Cruzar a Ponte – Os 4 Passos Para o Inglês Na Cabeça ou, simplesmente, Padrão CCP; e também é o que dá o aspecto “alunocêntrico” a esse trabalho.

Se pudéssemos voltar no tempo e perguntar a Sócrates por que o processo da educação é comparável ao de acender uma chama, logicamente ele diria que o aprendizado, tal como o fogo, é o efeito da combinação entre os seus elementos – comburente, combustível e calor – porém, metaforicamente representados aqui por outras três partes. Explico:

  • O comburente são os livros da Universidade de Cambridge, que mencionaremos mais adiante;
  • o combustível é o seu espírito esportivo, sempre, e um pouco de dinheiro, às vezes, e;
  • o calor é o estímulo que o nosso serviço lhe traz, a começar pela assimilação deste conteúdo, o Padrão CCP.

O fogo que a união desses três componentes forma é, precisamente, o fluxo do aprendizado em si ou, em outras palavras, o próprio desenrolar da sua transformação em falante da língua inglesa.

Baseado nisso, é fácil entender que, para haver chama forte, os três ingredientes precisam ser fortes também.

Faz sentido?

Vejamos, então, cada um deles.

Ir ao índice automático

O Comburente

Os 6 Livros Que Vamos Sugerir

Depois de mais de 10 anos dando o melhor para criar materiais didáticos de alta categoria, chegamos à conclusão de que, não importa o que façamos, as grandes universidades sempre vão conseguir oferecer uma qualidade muito superior porque elas têm times de profissionais altamente gabaritados e dedicados a esse fim.

Por isso, é claro que você tem bem mais a ganhar quando se apoia no posicionamento “cada macaco no seu galho”, ou seja, livros didáticos vêm das universidades e boas orientações vêm de quem leciona.

Vamos às recomendações.

Para nós, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor comburente são as séries Touchstone Second Edition e Viewpoint, da Universidade de Cambridge. Ambas estão disponíveis nas livrarias especializadas ou pela internet. A sequência Touchstone contém quatro jogos com dois volumes cada – student’s book e workbook – e a linha Viewpoint contém os outros dois seguintes.

Você sabia que a Universidade de Cambridge produz livros, literalmente, há centenas de anos, desde 1534? Percebeu que, se não for de uma universidade, fica muito difícil achar alguém que tenha material equivalente para oferecer? Já procurei, mas nunca encontrei. Portanto, quando o assunto é aprender inglês como segunda língua, o nosso entendimento é que os livros da Cambridge que indicamos aqui são os de mais alta qualidade no mundo.

Nada mal, não é?

Ir ao índice automático

O Combustível

Se não houver combustível que seja de fácil ignição, que tenha alta energia e que venha em grande quantidade, faz algum sentido esperar, por melhores que sejam os dois outros ingredientes, que a chama do aprendizado queime abundantemente por todo o tempo da sua transformação?

Quanto mais cedo você enxergar isso, mais cedo conseguirá rearranjar as suas prioridades de forma a poder entregar o melhor do seu espírito esportivo. Muito espírito esportivo, sempre. E um pouco de dinheiro, às vezes.

Duas são as atividades nas quais você vai usar o seu fair-play. São elas: jogar o jogo e pensar o jogo.

Mas, Eduardo, “O que é o jogo?” Muito bem, o jogo, sagaz praticante, é, precisamente, o que construimos para você. É o elemento calor, que o nosso empreendimento traz ao mercado para ajudar na solução do problema da falta de proficiência no inglês por parte de falantes da língua portuguesa.

O jogo completo consiste em você aprender a cruzar a ponte e efetivamente atravessar o abismo da inabilidade idiomática, chegando do outro lado totalmente capaz de ouvir, entender e discutir, em inglês, o conteúdo dos audiolivros mais consagrados do mercado. Esse é o destino final, porém, muito antes disso, a maioria das pessoas já poderá dizer que chegaram no objetivo principal, que é ter o inglês na cabeça. E ter o inglês na cabeça significa ser capaz de trabalhar em inglês. 

Nesse jogo, você vai conhecer pessoas que estão trilhando a mesma rota que você. Vai exercitar a sua resiliência. Vai trabalhar para expandir a sua empatia. Vai ter a chance de elevar a sua humildade. Vai aperfeiçoar a articulação do seu pensamento e, é claro, vai aprender inglês da melhor forma que existe: ensinando.

Por isso, faremos aqui uma espécie de test drive para que você tenha uma prévia dessa experiência. A dinâmica consiste em compreender o Padrão CCP e ensiná-lo a nós, através do preenchimento do modelo de apresentação que disponibilizamos ao final deste texto. Observe que, mesmo concluindo que a nossa solução não é para você, apostamos que vai valer a pena fazer o exercício porque, ao ler este conteúdo, você estará recebendo gratuitamente o nosso mais valioso ensinamento. Todas as pessoas que seguiram essa receita à risca obtiveram o inglês na cabeça.

Sendo assim, faça valer o seu tempo estudando tudo com atenção dobrada.

Ir ao índice automático

Para quem é o Padrão CCP?

Aprender ensinando vai muito além de entender um assunto, por isso, não é para qualquer pessoa. Você só pode dizer que sabe algo com profundidade quando se torna capaz de ensinar de forma simples o que estudou.

Entenda que o caso do inglês é igual ao do português: não importa o quanto você saiba, sempre haverá desenvolvimento a ser feito, na medida exata da sua humildade. É um caminho que podemos percorrer por toda a vida.

De acordo com a nossa experiência, existem alguns aspectos que parecem ser comuns à maioria das pessoas que aplicaram o Padrão CCP e cruzaram a ponte. Vejamos os sete principais:

  1. Gostam de ouvir podcasts;
  2. Quando escutam música, prestam atenção na letra;
  3. Antes de entregar um texto, fazem uma boa revisão;
  4. Ficam felizes quando alguém, gentilmente, corrige seus erros;
  5. São intencionais em deixar uma marca positiva em suas conversas;
  6. Revelam uma inquietude que lhes impulsiona a buscar o aperfeiçoamento contínuo e
  7. Têm forte desejo de conhecimento e amor à sabedoria.

Se essas características refletem o seu modo de pensar, é muito provável que você venha a se sentir em casa no Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando.

Os Assuntos Que Vamos Cobrir Aqui São Os Seguintes:

A Ponte

Todas as ilustrações que usamos aqui, diga-se de passagem, foram feitas pela Anna Priscilla. Nessa imagem, vemos a ponte que lhe permite atravessar o abismo da inabilidade idiomática.

Numa escala de zero a dez, zero é o início da ponte. É onde você não gera pensamentos em inglês e tudo que está por aprender ainda existe somente no interior dos livros didáticos.

Naturalmente, dez é o final da ponte. Nesse almejado lugar, você pensa em inglês e tem um alto nível de compreensão de tudo que lê e ouve. Quem atravessou a ponte já passou por todos os livros didáticos que recomendamos.

Pergunta: em que ponto, entre o zero e o dez, você começa a pensar em inglês?

Essa é um ótima questão!

A resposta é: depende. Depende da bagagem que você traz quando começa a marchar sobre a ponte. Essa bagagem vai determinar várias coisas diferentes, entre elas, o tipo de bilíngue que dá para você se tornar.

Vai ser um pouco técnico agora, mas aguenta aí porque é só esse pedacinho.

Basicamente, existem três tipos de bilinguismo:

  • Simultâneo – As duas línguas são adquiridas ao mesmo tempo, desde o nascimento, desenvolvendo dois códigos linguísticos com um único conceito. Por exemplo, crianças filhas de pais de diferentes nacionalidades.
  • Coordenado – A segunda língua é adquirida ainda na infância, porém, após a primeira, em grande parte, ter sido. Por exemplo, uma criança que se desenvolveu em um idioma, emigra e passa a viver em dois ambientes linguisticamente distintos: a escola e a casa.
  • Subordinado – É quando uma segunda língua é aprendida a partir da língua primária. Por exemplo, adultos que buscam aprender um novo idioma.

Nos três casos é possível chegarmos à proficiência total.

Os caminhos não são iguais, mas têm muitas semelhanças.

O nosso padrão foi concebido exclusivamente para você, que está no terceiro tipo.

Voltar ao índice automático

Os 4 Passos Para o Inglês Na Cabeça

Entender, ouvir, imitar e praticar. Essas quatro ações, se aplicadas exatamente da forma que você vai aprender aqui, funcionam, sem exceção, desde 2005. Os passos 1 e 2 nos auxiliam a absorver o conhecimento que está nos materiais didáticos e fontes semelhantes. Já os passos 3 e 4, utilizamos para treinar nosso corpo a se expressar em inglês, até a hora de abandonar os livros, depois que você já tiver passado por todos eles.

Voltar ao índice automático

Passo 1: Entender

Se você for como os 95% de brasileiros que sofrem de inabilidade para falar inglês, é bem provável que precise traduzir, no todo ou parcialmente, quando tem de ler, escutar ou se expressar em inglês.

Por que isso acontece?

Porque, para você, pensar em inglês está desconfortável. Esse desconforto é o que chamamos de “resistência”. E o seu desafio é vencer essa resistência. É uma batalha contra um oponente que apenas 5% dos brasileiros conseguiram vencer e, por isso, têm o inglês na cabeça.

O passo 1 vai lhe orientar a entender o conteúdo dos seus livros didáticos. Tivemos muito critério ao escolher a Universidade de Cambridge como nossa fornecedora porque, para que você aprenda certo, os livros, obrigatoriamente, teriam de oferecer diálogos de alta qualidade como base de ensino de vocabulário e gramática e – muito importante agora – acesso facilitado aos respectivos arquivos de áudio desses diálogos. Você vai precisar deles para fazer o passo 2, que é o principal meio através do qual se dá o contato com o idioma nativo.

Vejamos agora o quão bem as fases A, B e C do passo 1 lhe farão absorver o conteúdo dos seus livros.

Voltar ao índice automático

Fase A: Preparação

Essa é a hora de avançar uma lição na matéria do livro e caminhar por sobre a ponte, dissecando, pouco a pouco, o conteúdo a ser explorado, na profundidade necessária para o ensino.

Quanto mais saboreado for o movimento, mais vitorioso ele será. A chave para o avanço rápido é dar passadas curtas, porém, constantes. É se posicionar na fronteira entre o nítido e o obscuro e marchar em direção ao desconhecido, com o pé de trás apoiado na certeza e o da frente abrindo caminho naquilo que lhe é novo, estabelecendo a ordem no caos, trazendo à luz ideias virginais e incorporando as convicções recém-adquiridas para, intencionalmente, expandir a consciência, todos os dias!

Sim, atravessar esse abismo requer um certo heroismo, por isso, não é para qualquer pessoa. O que você está fazendo agora já é parte desse processo, portanto, parabéns para você!

De forma prática, uma preparação bem feita vai na seguinte ordem:

  1. Pegue o seu Student’s book e leia a primeira lição ainda não vista;
  2. Circule as palavras ou expressões que ainda não conhece, sublinhe as frases que as contém e puxe setas para escrever as traduções;
  3. Leia toda a lição de novo para que a mesma faça sentido;
  4. Resolva os exercícios esmeradamente, antes de olhar as respostas;
  5. Já com tudo preenchido e revisado, leia, em voz alta, toda a lição mais vezes, até sentir completa segurança na leitura.

Membros do Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando têm acesso às respostas dos exercícios.

É possível, entretanto, que você ouça o seguinte: “Se ficar traduzindo tudo, nunca vai conseguir pensar em inglês”. Nesse caso, relaxe. Quem lhe disser isso, obviamente não conhece o passo 2!

Voltar ao índice automático

Fase B: Imersão

Até dezembro de 2020, a Fase B se referia, exclusivamente, àquele tradicional encontro ao vivo, quando você comparecia ao curso para assistir às aulas. Mas, com a pandemia, tudo mudou: aposentamos o foco “professorcêntrico” e adotamos o modelo “alunocêntrico”, em função da sua grande eficácia, especialmente, para quem tem iniciativa e dedicação naquilo que se propõe a fazer.

Nesse novo formato, parente do modelo chamado de “sala de aula invertida”, o protagonismo sai das mãos das pessoas que ensinam e passa a ser domínio seu! E a grande vantagem desse aperfeiçoamento didático é que você determina o ritmo da sua própria evolução e, assim, consegue saborear cada pedacinho de avanço no seu progresso. Ou seja, em vez de receber passivamente o conteúdo na velha sala de aula, você apresenta a lição que preparou a uma outra pessoa, que chamamos de Language Partner.

Essa experiência se dá a partir do Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando. Lá, nós disponibilizamos ferramental, capacitação e treinamento para que as suas sessões de imersão fiquem realmente transformadoras. Você também encontrará gente predisposta a formar Duplas de Desenvolvimento Linguístico. Enxergue as DDLs como times nos quais as partes se encontram, uma ou duas vezes por semana, para trilhar a Rota INC e fazer jus ao provérbio africano que diz: “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo.”

Uma apresentação eficaz leva em conta alguns pontos. A saber:

  • Não é você quem fala, é a Universidade de Cambridge. Ou seja, quando estiver apresentando, você apenas estará dando voz ao conteúdo dos livros.
  • Leia em inglês. É impossível soar bem no início, mas é imperativo desenvolver a sua confiança ao falar. A ideia é pronunciar com convicção. Não hesite! Mostre que, apesar do sotaque, você sabe perfeitamente o que está falando. Se a outra pessoa entendeu, deu certo! Se não entendeu, ajuste o movimento e tente outra vez.
  • Durante a sessão de imersão, deixe que a sua dupla conduza a execução do Passo 3 para que você possa recalibrar o seu aparelho fonador e, assim, melhorar a sua fala.
  • Seja ensinável. Humildade é um valor fundamental para se aprender qualquer coisa.
  • Use generosamente o seu espírito esportivo e divirta-se!

Voltar ao índice automático

Fase C: Fixação

É quando você resolve e corrige os respectivos exercícios do Workbook e escreve em seu caderno todas as frases dessa lição que julgar necessário trabalhar mais tarde.

Idealmente, tenha um caderninho pequeno só para essas anotações e leve-o consigo para relê-las em todas as oportunidades que tiver. É claro que você pode usar um meio eletrônico para fazer isso, mas as chances das notificações que chegam até você lhe distraírem são muito grandes.

Para que você se lembre melhor do contexto, ao lado de cada uma das frases que anotar, escreva uma referência, como o nome do diálogo, por exemplo. Isso vai lhe ajudar quando for estudá-las.

Princípio #1
SEMPRE ESTUDE FRASES, NUNCA PALAVRAS SOLTAS.

Voltar ao índice automático

Passo 2: Ouvir

Aqui, é onde acontece o trabalho mental mais importante. Entretanto, para que ele se cumpra, é fundamental que você compreenda perfeitamente como o seu corpo vai realizar esse processo.

Captar bem essa ideia é crucial para a sua transformação. Por isso, redobre a atenção a partir de agora.

O conceito é o seguinte: inglês não é só conhecimento, é, fundamentalmente, habilidade. Logo, a maneira de aprendê-lo é muito diferente daquela com a qual você se habituou na escola.

Aprender inglês é como aprender a dançar, a tocar um instrumento, a andar de bicicleta, a cozinhar ou a dirigir. São primordialmente habilidades! Lembra-se da sua primeira aula de direção? Você até suava de tanta ansiedade, não é mesmo? Era um desconforto só. Porém, alguns meses depois, o incômodo foi dando lugar ao conforto e, hoje, você dirige sem qualquer esforço. Vai aonde quiser ir! Rápido, devagar, com emoção, sem emoção, com mapa, sem mapa… Enfim, você está no comando. Já nem se lembra mais de que um dia não soube dirigir.

Pois é. No inglês, é a mesmíssima coisa. Leva um certo tempo de prática até que sua mente se alinhe aos músculos do seu aparelho fonador e você consiga desempenhar a atividade automaticamente. E esse tempo, você sabe, varia muito em função da bagagem que traz para o início do processo. Por exemplo, imagine uma pessoa franzina e uma outra mais corpulenta entrando numa academia de ginástica. Nos dois casos, o exercício costuma fazer o desempenho melhorar, porém, desigualmente. Não há dois corpos humanos iguais nesse mundo. É por isso que não cabe fazer comparações entre pessoas.

Dizer que o corpulento é melhor que o franzino, ou vice-versa, é o mesmo que dizer que o trombone é melhor que a flauta. Percebe? Não faz sentido comparar um com o outro. O que cabe a nós, entretanto, é aceitar e conhecer nosso corpo, que é o único instrumento que temos, e, intencionalmente, partir para o ataque contra a resistência até capacitá-lo a produzir melodias cada vez melhores.

Sabido disso, guarde para si que uma melodia torta entretém melhor que melodia nenhuma. Portanto, orgulhe-se de sua melodia, ora, imperfeita. Pessoas comuns que, hoje, conseguem produzir melodias redondinhas (em outras palavras, que falam inglês muito bem) só o fazem porque escolheram produzir melodias tortas pelo tempo que fosse.

Da música, também buscamos o termo “repertório”, cujo ingrediente principal, para nós, são os diálogos dos livros didáticos. Não há como se produzir bons discursos em língua alguma sem a criação de um amplo repertório prontamente disponível na cabeça.

Sendo assim, para impulsionar essa criação cerebral, entra em cena o passo 2, cujo único propósito é enraizar no seu intelecto um repertório com vida própria, transformando sua mente numa máquina bilíngue, capaz de gerar pensamentos em inglês.

Esse impulso é diário e compete exclusivamente a você.

Para viabilizar o seu empenho, veremos soluções digitais que talvez sejam novidades aos seus olhos. Mas, não se preocupe. Por mais grego que a tecnologia possa lhe parecer, leia tudo com calma porque, se precisar, poderemos lhe ajudar de perto.

Voltar ao índice automático

Na prática, o passo 2 é assim:

Por meio do seu celular, usando um aplicativo de ouvir áudios, você vai percorrer todos os fonogramas do seu material didático na exata proporção que fizer o passo 1, ou seja, não será tudo de uma vez.

Membros do Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando têm acesso a todas as playlists já prontas como parte do ferramental que disponibilizamos. Mas, se quiser confeccioná-las manualmente, é assim:

  • Primeiro, antes de cada imersão, faça a preparação do livro como ensinamos na fase A do passo 1;
  • Depois, na fase B, você tornará a ver essa matéria à luz de quem lhe estiver ajudando. Separe as faixas de áudio que trabalhou na imersão e acrescente-as à sua playlist;
  • Por último, nos dias entre uma imersão e outra, você vai ouvir a sequência criada até entender tudo confortavelmente, ou seja, vai ouvir até não sentir mais a necessidade de traduzir.

O tempo de exercício para a transformação ocorrer em você tem de ser diário. Construa a sua playlist de forma dinâmica, limitando a duração da mesma em até 15 minutos. Para isso, à medida que for avançando no curso e novos áudios da fase B forem entrando na lista, vá removendo os antigos. Porque esses, presumidamente, você já deve conseguir acompanhar em inglês, sem traduzi-los.

Eu costumo dizer que, ao seguir o Padrão CCP, o seu único desafio real é tornar o passo 2 um hábito diário. Portanto, se você quiser mesmo vencer o jogo, não economize! Bata com toda a força que tiver! Dê o melhor de si! Sempre que suas mãos estiverem ocupadas, mas sua cabeça livre, use os fones de ouvido e construa boas memórias com a vivência virtual* que o passo 2 lhe proporciona. Além de ajudar a implementar o hábito de ouvir diariamente, essa estratégia é excelente para tornar a lavação de louça, o trânsito ou a ida ao mercado, por exemplo, em momento de aprendizado. E você ainda ganha pontos em casa por fazer as atividades domésticas!

Voltar ao índice automático

*Vivência virtual

Boas memórias são construídas com boas vivências. Podemos dizer, de forma simples, que existem dois caminhos para que tenhamos vivências: experimentando no mundo físico ou criando no imaginário. Parecido com isso, um pensamento comumente atribuído a Einstein diz que “a imaginação é mais importante que o conhecimento.” E faz total sentido! Porque, a partir da imaginação, produzimos conhecimento. Não é?

Pois bem, eis aqui como você pode se conduzir através de vivências virtuais e criar as memórias que usará para construir o seu discurso em língua inglesa:

Em seu imaginário, procure se transportar para a cena que o áudio propõe e experimente pensar junto com cada personagem, em primeira pessoa, um de cada vez. Esse, é o ponto central de toda a nossa operação porque é onde você mais vai se deparar com a resistência. Ela aparece quando você ouve uma palavra ou expressão que, embora tenha feito o passo 1, seu significado lhe foge à memória. O que você deve fazer nessa hora? Raciocinar e procurar o sentido daquela palavra dentro do contexto que mostra o áudio. Se não conseguir, pare, use o Google tradutor ou olhe no seu material para esclarecer a dúvida e continue ouvindo os mesmos áudios, agora mais claros, para derrubar a resistência nesse ponto. Isso fará o seu nível de dopamina aumentar instantaneamente.

A sacada é a seguinte: o gostinho de vencer a resistência é o que mais vai lhe viciar no progresso. O acúmulo dessas pequenas vitórias diárias é o que, no longo prazo, vai lhe trazer o conforto de pensar em inglês. É como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

Em outras palavras, quanto mais ouvimos, mais confortável vai ficando ouvir os fonogramas cujas transcrições já compreendemos 100%. É desse momento em diante que a repetição passa a fazer mais sentido e, por isso, mais efeito. Sabe por quê? Porque nos permite, a cada vez que escutamos, reviver a mesma cena, com cada vez mais detalhes.

Quando você já compreende o que estão falando, faça então um esforço para entender como as pessoas da gravação fazem para soar como soam. Procure mapear o movimento que o seu aparelho fonador deve fazer para imitar o som das palavras, frases e intonações que escuta.

Depois de mapeados os movimentos, é hora de você se desligar ainda mais do seu entorno e mergulhar no seu imaginário, a cada vez que ouve novamente, para criar os detalhes das cenas que o livro não mostra nas ilustrações. Crie mesmo! Imagine o que cada personagem vê, enquanto está falando. Procure sentir também o que acha que estão sentindo. Exija da sua imaginação ao máximo! Acredite, ela vai melhorar muito com esse uso!!!

Em seguida, durante o tempo em que não estiver ouvindo, pense em como você descreveria as cenas que viveu em seu imaginário. Que palavras usaria para descrevê-las? Recorra ao Google tradutor, se precisar, e crie um breve texto – algumas linhas somente – para fazer essa descrição.

Caso você escolha vir com a gente e entrar para o Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando, essa é uma das várias perguntas que fazemos, todas as semanas, para estimular o desenvolvimento da sua fluência e percepção.

Enfim, apostamos que, se você fizer exatamente como explicamos acima, você também vence esse jogo! E para o resto da vida! Depois que o hábito de ouvir se consolida no seu dia-a-dia, logo surgem os primeiros sinais de pensamento fluindo na cabeça já em inglês. Teremos conseguido um broto da nova habilidade crescendo e dando frutos em sua mente. E é assim que você vai se afastando do início da ponte.

O resultado unânime de se fazer um passo 2 bem feito é falar bem!

Para ter uma excelente fala, você precisa ter uma excelente escuta. Ouça, ouça e ouça de novo os mesmos áudios fáceis. Especialmente se você estiver no início da ponte. Mesmo que façamos parte do terceiro grupo de bilinguismo, o nosso corpo vai funcionar muito parecido com o de um bebê.

Voltar ao índice automático

Como faz o bebê?

Ele praticamente só ouve, por 6 meses ou mais, até que se sinta capaz de começar a falar. Foi assim que aprendemos o português: ouvindo coisas fáceis exaustivamente. Essa é a razão pela qual a sua habilidade de ouvir e entender sempre será mais alta do que a sua capacidade de se expressar oralmente. E as duas aptidões são diretamente proporcionais. Ou seja, quanto mais uma se desenvolve, mais vai se desenvolver a outra.

É como se houvesse uma espécie de cabo ligando o nível de competência auditiva ao da fala. Quanto mais você amplifica a sua perícia de entender o que está ouvindo, mais vai aumentar, como consequência, a sua maestria de apresentar ideias através da fala.

Portanto, se você tiver paciência consigo e ouvir diariamente os áudios fáceis do seu passo 2, por 6 meses a 1 ano, pode crer que vai começar a falar automaticamente e sem o menor esforço, tal como foi no seu aprendizado natural do português.

Em outras palavras, respeite a velocidade do seu corpo. Lembre-se: a cobra troca de pele no tempo que a cobra troca de pele. Se você tentar arrancar a pele da cobra antes da hora, ela morre.

Voltar ao índice automático

Enraizamento

Consequentemente ao que vimos acima, pegue, sagaz praticante, a sua playlist e repita-a de 6 a 8 vezes, ou mais, todos os dias!

Em função de ouvir, ouvir e ouvir as mesmas listas inúmeras vezes, o repertório vai se enraizando profundamente. É um processo naturalmente lento. Não busque atalhos para ter o inglês na cabeça.

Se você ainda não consegue falar inglês sem esforço é porque as raizes do que ouviu não ficaram profundas o suficiente. Você precisa voltar e repetir mais.

Percebeu? Quanto mais você repete, mais profundo é o enraizamento. Esse é o único caminho!

Ficou claro isso?

À medida que se afasta do início da ponte, você, gradualmente, vai conseguindo aprender mais e mais significados de novas expressões inglesas, no próprio idioma inglês. A tradução vai deixando de ser muleta e você começa a se tornar bilíngue, capaz de estudar inglês, em inglês.

As fases A, B e C do passo 1 permanecem até que você tenha cruzado a ponte por completo, esgotando o conteúdo de todos os seis níveis de livros didáticos.

O passo 2, por sua vez, nunca lhe abandonará, mesmo depois que tiver cruzado a ponte. Sim, você vai deixar de ouvir o conteúdo dos seus livros, mas vai passar a apreciar novas fontes: podcasts, audiobooks, TED Talks etc. Fatalmente, o Passo 2 se tornará a companhia número 1 das suas caminhadas, dos almoços sem outra pessoa, dos passeios com seu animalzinho e de tudo mais que puder usar os fones de ouvido. Porque agora, pensar em inglês ficou tão confortável, que não faz o menor sentido se limitar à língua portuguesa, depois que seus horizontes já se abriram. É um caminho delicioso e irreversível.

Princípio #2
APRENDA INGLÊS COM OS OUVIDOS, NÃO COM OS OLHOS.

Voltar ao índice automático

Passo 3 – Imitar

Não há escapatória, falar com pronúncia boa é a única coisa que vai fazer com que as pessoas consigam entender o que você diz.

Treinar o seu corpo para desempenhar uma boa pronúncia é tão possível e divertido quanto ensaiar um novo passo de dança, uma nova escala no seu instrumento musical ou mesmo um caminho diferente para se chegar ao mercado preferido. Em todos esses casos, você começa a treinar sem saber os movimentos corretamente e treina até conseguir fazer tudo certo e sem esforço. Qual é a chave para isso? Sim, novamente, é a repetição.

O procedimento é o seguinte:

  1. Escolha um diálogo do seu livro e ponha-o para tocar;
  2. Ouça uma sentença ou duas e dê a pausa;
  3. Com auxílio do texto, imite fazendo movimentos exagerados, como se estivesse ensinando a uma criança;
  4. Repita, meticulosamente, as ações 2 e 3 até acabar a faixa de áudio;
  5. Agora, grave a sua voz lendo todo o diálogo de uma só vez, ainda fazendo os movimentos bem exagerados;
  6. Ponha para tocar a sua gravação, seguida da original, e compare as duas;
  7. Repita todo o procedimento, até acabar o tempo dessa atividade.

Você pode estar se perguntando: por que exagerar? Bem, a resposta é muito interessante. Quando você fala com movimentos exagerados e sente que está soando de forma meio caricata, saiba que, para o nativo da língua inglesa que vai lhe ouvir, você estará soando “normal”. Ao passo que, se você não exagerar, ouvidos nativos poderão ter dificuldade para lhe entender. Portanto, exagere! Exagere sem medo de ser feliz! Exagere repetidas vezes até que o desconforto de exagerar passe! Essa é a chave!

Melhorar a escuta é a consequência unânime do exercício de pronúncia do passo 3. Percebeu como os passos 2 e 3 estão interligados?

Princípio #3
NÃO TENHA PRESSA. A REPETIÇÃO É A MÃE DA HABILIDADE.

Voltar ao índice automático

Passo 4: Praticar

Este passo é dedicado à sua prática de ensino de inglês para garantir o seu próprio aprendizado do idioma. E a garantia a que nós nos referimos vem do seu protagonismo. Afinal, como você imagina ensinar alguma coisa a alguém sem antes saber o assunto para si? É impossível, não é mesmo? A única saída chama-se: aprender.

Desde 2005, eu aprendo inglês ensinando e a Anna Priscilla faz o mesmo, desde 1999. E são esses longos anos de prática que nos dão a legitimidade de olhar para trás e vir aqui mentorear você, a partir da nossa experiência. Mas, por que fazemos isso? Talvez você se pergunte. E a resposta é simples: constatamos que esse é o nosso lugar! Explico: o nível de potência que o exercício da descoberta nos dá é tão alto que, quando estamos aprendendo, não vemos o tempo passar. Bate a euforia, a alegria, a excitação, o entusiasmo e, por isso, não queremos que o momento acabe. Entendeu? Não há escolha mais atraente e melhor para nós do que o trabalho criativo na educação.

E sabe qual foi a descoberta que desencadeou a busca, na nossa área do inglês, é claro, por um formato educativo tão ímpar quanto esse que temos aqui? Em um livro escrito no ano 1996, entitulado “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, o autor, Paulo Freire, diz a seguinte frase:

“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.”

Essa frase mudou o nosso jogo. Apoiado nesse conceito, conseguimos criar uma solução preparada para orientar a sua marcha ao longo de toda a ponte que atravessa o abismo da inabilidade idiomática e além. O nome Clube Inglês Na Cabeça – Onde Você Aprende Ensinando foi escolhido para que você, de imediato, pudesse entender que, lá dentro, tal como é numa academia, nós ensinamos e treinamos o crescente grupo de membros a usar duas de nossas ferramentas tecnológicas para uma travessia confortável e no seu ritmo.

A Ordem Do Dia, que é a principal, funciona semelhantemente a um aparelho sofisticado de ginástica – daqueles que você vem, malha todos os dias e o resultado, naturalmente, aparece. E a ferramenta complementar, o Guia de Apresentação, é como se fosse o seu personal trainer, que já lhe dá – mastigado – exatamente o que você precisa fazer.

Como vimos na Fase B do Passo 1, você poderá buscar por language partners dentro do nosso ambiente educativo e agendar suas sessões de imersão. Nós não conhecemos esfera mais fértil ao desenvolvimento de ideias do que esta, na qual se relacionam mentes investidas de princípios, valores e objetivos em comum.

Observe o desenho das velas que a Anna Priscilla fez porque ele ilustra muito bem essa filosofia da colaboração em que se partilha o conhecimento. Veja: quando você, com a sua chama, acende a vela da outra pessoa, além de você não perder nada, as duas partes ganham mais luz. Pense nisso.

Ajuste, por outro lado, as suas expectativas para também ser capaz de se desenvolver enquanto você procura uma dupla. Afinal, artífices da própria transformação que somos, assumir a postura de estudante independente é uma atitude muito sábia. Porque, ao mesmo tempo que podemos e devemos contar com a colaboração entre language partners, nunca devemos depender disso para aprender inglês.

Quando você ensina, mesmo que de frente para um espelho, você descobre o que ainda não sabe e isso lhe força a pensar. Quando você usa o seu intelecto para resolver essa falta, o conhecimento obtido se torna seu. Você deixa de ser alguém que só repete e se torna alguém que realmente sabe.

Portanto, no sentido de não depender de ninguém, conheça algumas atividades que você pode fazer sem outra pessoa para aprender através do ensino:

  1. Apresente a lição a si, através do espelho, como se estivesse com o seu par;
  2. Apresente a lição ao seu cachorro ou gato. Peixe também serve;
  3. Arrume algumas cadeiras à sua frente e fale como se houvesse audiência real ali;
  4. Grave áudios ou vídeos de você ensinando;
  5. Mude o idioma em todos os seus aparelhos eletrônicos para o inglês;
  6. Passe a fazer suas pesquisas no Google em inglês para que o mundo se descortine na sua frente.

Sabia que mais da metade de tudo que está escrito na internet está em inglês?

Entenda que a prática do ensino sem outra pessoa está 100% sob seu comando. Faça o máximo que conseguir e procure se divertir enquanto ensina sob sua própria supervisão. Seja otimista! Você consegue pegar para si o protagonismo do seu aprendizado. Acredite em sua própria iniciativa! Foi assim que aprendeu português. E deu certo! Afinal, você fala a sua língua mãe sem esforço, não é mesmo? Seu corpo já fez esse caminho antes. Portanto, se você se comprometer a cruzar a ponte exatamente como ensinamos, vai chegar o dia em que você também falará sem esforço porque terá o inglês na cabeça.

Princípio #4
NUNCA DESISTA!

Voltar ao índice automático

Desafio “Mais Aprende Quem Ensina”

A maneira apropriada de se consertar o mundo não é consertando o mundo; não há razão para se presumir que você sequer seja capaz dessa tarefa. Mas, você pode consertar a si; não causará nenhum mal a ninguém fazendo isso. E, nesse caso, pelo menos, você fará do mundo um lugar melhor.

Nesse pensamento, originário do livro “12 Regras para a vida: um antídoto para o caos”, o autor, Jordan Peterson, nas minhas palavras, diz que a maneira de consertarmos o mundo é consertando o nosso mundo, isto é, sendo artífices da própria transformação.

Sem dúvida alguma, essa é a essência de quem aprende ensinando.

Pois muito bem. Chegou a hora do nosso desafio. Eu e a Anna Priscilla vamos, cuidadosamente, ler tudo o que você nos disser no formulário abaixo. Se, e somente se, ficar claro para nós que você gostou da experiência e que tem o perfil ideal para arregaçar as mangas e genuinamente se desenvolver conosco, vou querer encontrar você telepresencialmente, lhe apresentar o projeto e tirar todas as suas dúvidas. Ao vivo! Portanto, só preencha o modelo de apresentação se você realmente for uma pessoa comprometida em fazer a diferença para você e para as pessoas à sua volta.

Voltar ao índice automático